Hoje não tô nem pra leitura. Hoje, não presto pra nada. Ninguém me atende, eu não me atendo, não me entendo, sei lá. Hoje eu tô por não existir. Por ficar invisível, calado, surdo, em posição fetal em baixo de algum pedaço de pano que me separe de todo o resto. Hoje não quero ver filme, cansei, não quero sair, nem beber, nem me acabar, nem falar coisas sem sentido pra pessoas que nunca vou ver de novo. Quero só ficar aqui, quero que o tempo congele, e descongele, que ele passe ou não passe por cima de mim. Não quero filosofia barata, não quero fazer a social, nem sorrir praquele bando de gente que eu nem gosto. Ou gosto. Às vezes sim. Chega de cigarros, minha garganta ta cheia de catarro, minha barriga encheu de tanta água que tomei, sinto frio, calor, sono, tédio, vontade de meter os dedos com força no teclado uihewfnuileauhuhkhmikxhfhgekjhekufh. Pobre teclado. Hoje não tô pra piedade, nem de máquina, nem de gente. Nem de mim, nem do tempo, nem do espaço, nem dos desejos, nem da porra da dor de cabeça. Sem querer parecer estúpido, não tô nem pra ti. Nem pra ninguém. Triiim.
- Oi. Tá afim de ir beber uma cerveja? – 7 segundos de silêncio – Tá aí? Vamos beber umazinha?
- Tá, vou colocar uma calça e já passo aí. Beijos.
Todos os dias.
*Nem todos. Tô bem!
**Faz um tempão que escrevi isso, nem lembro quando foi. Mas achei bonitinho e resolvi publicar.
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